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A Federação Mineira de Futebol (FMF) anunciou nessa semana que o Campeonato Mineiro será reiniciado no dia 26 de julho. Depois a paralisação do torneio a duas rodadas do término da primeira período em 15 de março, o projecto é terminar o Estadual até agosto. Mas dois clubes não concordam com a retomada da competição e acionaram a Justiça Desportiva para impedir a volta do futebol profissional em Minas Gerais.

A reportagem entrou em contato com a Federação Mineira de Futebol solicitando posicionamento. A FMF informou que não irá se manifestar neste momento.

Villa Novidade-MG e Tupynambás entraram nessa sexta-feira com pedidos de liminar no Tribunal de Justiça Desportiva de Minas Gerais (TJD-MG) solicitando o cancelamento do reinício da competição – ou suspensão dos jogos de que fazem secção, no caso de negativa ao primeiro pedido – e a anulação do rebaixamento na atual edição do Campeonato Mineiro, até o julgamento da ação.

– Entramos com uma liminar ontem para cancelar o reinício da competição e também elidir a possibilidade do rebaixamento em Minas Gerais. Além de ser uma coisa indevida, temos duas situações no Brasil: a Federação Gaúcha e dois clubes do Rio de Janeiro, Novidade Iguaçu e Cabofriense, que entraram com medida judicial e conseguiram liminar para não homologar o rebaixamento dos dois; na terça é o julgamento no TJD-RJ. Nesse caso, além do presidente do TJD-RJ ter oferecido a liminar, a Federação do Rio (Ferj) apresentou impugnação em obséquio dos clubes, considerando que existe razão para o clube não ser rebaixado – defendeu o jurisconsulto Alexandre José da Costa Franco, que representa as duas equipes mineiras.

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2 de 2 Tupynambás pede que reinício do Mineiro seja cancelado até julgamento da ação — Foto: Reprodução

Tupynambás pede que reinício do Mineiro seja cancelado até julgamento da ação — Foto: Reprodução

– Os clubes foram todos desmontados, porque existia o planejamento de janeiro a abril e tinham que pagar as rescisões. É evidente que isso vai prejudicar as equipes tanto da parte de cima, quanto da parte de baixo da tabela. Além da inviabilidade de treinamento e mobilização, as equipes vão ter elencos totalmente desfigurados. O Villa rescindiu com todos os jogadores e o Tupynambás, também. A Lei Pelé trata do descenso, mas tem que existir uma flexibilização das leis, e para isso existe o judiciário. Os clubes tentaram que a Federação entendesse dessa maneira, mas ela não viu assim – relatou o representante, que disse que a liminar será analisada pelo presidente do TJD-MG, Bruno Dias Cândido.

Tupynambás e Villa Nova-MG ocupam, respectivamente, última e penúltima colocações no Campeonato Mineiro após nove rodadas. O time de Juiz de Fora tem pela frente nos últimos dois compromissos Caldense e Boa Esporte, enquanto a equipe de Nova Lima vai enfrentar Uberlândia e Coimbra.

Enquanto se movimentam no tribunal para evitar entrar em campo no dia 26, os dois times mantêm o planejamento no futebol. O Villa Nova tem apresentação marcada para segunda-feira, quando estão previstos testes para detecção do novo coronavírus nos jogadores. O time será dirigido pelo técnico Ademir Fonseca.

Em Juiz de Fora, o Tupynambás, que dispensou elenco e comissão técnica em março, seguirá sob comando de Guiba. Sem atletas contratados, o clube, que tem a Série D do Brasileiro no calendário do segundo semestre, pretende contratar atletas para cumprir tabela nos confrontos restantes do Estadual.



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